Cerca de 48% dos internautas brasileiros usam locais públicos pagos (35%) ou gratuitos (13%) para navegar. É o que revela a primeira pesquisa sobre internet pública, realizada pelo Ibope/ NetRatings.
De acordo com a pesquisa, a classe A tem o maior percentual de usuários conectados (79% utilizam internet) mas apenas 13% navegam em locais públicos pagos e 5% os locais públicos gratuitos. Na classe B, os internautas somam 52%, entre os quais 29% utilizam locais públicos pagos e 9% gratuitos.
O acesso à internet é proporcionalmente bem menor no caso das classes C (22%) e D e E (10%). Entretanto, a navegação em locais públicos é mais freqüente entre os usuários dessas classes: 47% dos internautas de classe C navegam em locais públicos pagos e 19% em locais de acesso gratuito. Nas classes D e E, esse percentual sobe para 61% (pagos) e 28% (gratuitos).
Segundo a pesquisa, entre os usuários de acessos públicos gratuitos, com freqüência de uma ou duas vezes por semana, 33% utilizam a web para fazer atividades escolares.
Já os que navegam em locais públicos pagos, as atividades mais freqüente são de relacionamento interpessoal: 61% enviam ou recebem e-mails, 39% participam de sites de relacionamento como o Orkut, 29% enviam mensagens instantâneas e 24% participam de chats (salas de bate-papo).
O governo mantém cerca de 3,2 mil pontos de acesso gratuito à internet, por meio do projeto Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), além de outros programas.
A partir do próximo ano, as concessionárias de telefonia fixa terão que manter postos de serviço com no mínimo quatro terminais de acesso público à internet, ampliando a oferta desse tipo de opção para a navegação. A cobrança desse serviço será feita por meio de cartões telefônicos.


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